.:Matheus com H│Blog

08 julho 2016

Entrega


Estava aqui refletindo sobre minhas loucuras e minhas neuras, acho que sou bem estranho mesmo. Eu vou descendo a tela do celular mas nem presto tanta atenção assim. Estou me contorcendo por dentro por não saber como está agora. É, a vida nos reserva alguns bônus mesmo. Acho que os últimos, pra mim, foram os melhores. Bem, se a felicidade é feita de momentos, então acho que estou sendo feliz. Mas voltando à minha estranheza. Estranho, mas já me sinto como um velho amigo seu, meu fogo, que não é tão quente assim, deve combinar com sua água, que não é tão fria assim. Mas no fim das contas, estranho seria se eu não me apaixonasse por você.  
O que eu quis dizer com "é como se a gente tivesse se unido e nossas existências se tornaram a mesma por aqueles instantes"? Foi isso mesmo. Estou com medo de isso se tornar clichê, mas é pela minha mania de ficar pesquisando coisas, vou tentar parar com isso e viver por mim  mesmo as singelezas da vida, sem ficar me preocupando de mais. É bem verdade que eu não esperava, minha hesitação e o meu balbucio podem ter sido reflexo da minha insegurança, mas a brisa estava tão leve que em algum momento eu devo ter soltado essas impressões. Estou pensando aqui e acho que nunca fui tão livre. 
Cada vez mais eu sinto que estou me entregando por completo, meio que estou disposto a abdicar de mim mesmo. Meio que estou disposto a ir o distante que for caso você me chame. Estou usando a palavra "meio" para que não pense que estou me negando, mas suspeito que possa se ir isso mesmo. Mas eu não me importo, na verdade já faz um tempo que eu concordei comigo mesmo a respeito e viver a singelezas da vida inclui isso.
Parece contraditório falar em entrega e em liberdade na mesma frase, mas nunca uma contradição me pareceu tão verossímil. "Eu sou seu para você fazer o que quiser com isso", talvez essa predição carregue o significado de tudo. Uma amiga diria que é sinônimo de passividade, mas acho que não. Cada um é livre para escolher algumas coisas, a minha escolha foi dar eu mesmo de presente pra você. 

05 julho 2016

Tempo é deus


Eu não poderia esperar que o fim de uma etapa seria tão estranho. Estou aqui e só falta mais uma coisa. Nas próximas semanas é bem provável que irei me sentir um pouco só e devo pensar em algo para contornar um pouco isso. Na verdade, estou assim agora. Estou só adiando uma coisinha mínima em nome dos meus pensamentos. Decidi ficar aqui em casa, péssima ideia. A sensação que tenho é que sou um varrido. Estou com uma vontade louca de fazer uma trilha pra algum lugar impressionantemente belo e alto, que dê pra observar até o infinito, pra onde o horizonte aponta.  
Acho que nunca vivi tanto quanto nos últimos meses. Foram tantas emoções, tantos sentimentos, que eu pensei que não conseguiria mais respirar, como se, em alguns momentos, eu estivesse caindo em queda livre. Quatro meses? Acho que o tempo também pode ter densidade: a razão entre as sensações e os dias que se passaram. Esse tempo foi tão expressivo, que tenho a impressão de que o antes dele foi um vácuo. Era tudo tão monótono, parece que nem existiu, salvo algumas exceções.
É importante ressaltar que aqui retrato diversos sentimentos, e agora estou falando que meu maior desafio para os próximos dias é evitar que o que vier até a próxima etapa se transforme em um extenso domingo. Lembra o que eu disse sobre estar em uma trilha? Bem, queria estar com alguém nessa trilha. Mas só de ser esse alguém, bastaria uma sombra sob uma árvore num lugar onde mais ninguém fosse. Assim o tempo em minha cabeça iria parar, como sempre acontece. Odeio isso no mundo, minhas horas param, mas as do relógio passam. Queria achar a lâmpada do gênio, meu primeiro desejo seria me transportar, o segundo seria que o tempo parasse quando eu estivesse com você e o terceiro eu te daria. 


03 julho 2016

Éden


Isso meio que cheira como flores. Algumas vezes na minha vida, quando eu via uma roseira, eu costumava exaurir meus pulmões de ar para que quando eu inspirasse, todo o perfume daquela rosa passasse pra dentro de mim, como se minha existência dependesse daquele aroma. Eu poderia senti-lo para sempre. Eu gosto do seu cheiro. Eu gosto do seu cheiro. Isso é tão presente, tão intenso, que não consigo controlar. Meu corpo se estremece por inteiro, pois sinto calor e frio ao mesmo tempo. Uma mão gélida percorre meu corpo ao passo em que meus lábios saboreiam o mais doce mel. Meu coração palpita infinitamente e pulsa mais rápido a cada toque. Definitivamente, estou decidido a me entregar como nunca antes. 
Estou na janela de um ônibus em que entra um vento bastante frio e ao mesmo tempo o sol esquenta meu pé calçado de chinelo. Eu não sou capaz de ficar sem contar os dias, as horas os minutos e os segundos só pra poder olhar pra você, como se seu rosto fosse o mais belo quadro já pintado. Mas enquanto esse tempo não passa, me contento em olhar uma foto e com uma troca corriqueira de mensagem. Mas qualquer coisa de você já é pra mim como o maior tesouro que alguém pode ter.
Acho que não consigo pensar em minha vida sem você e se tento imaginar isso, eu tenho  a mesma sensação de estar em um compartimento escuro cheio de cobras sibilando. Isso deve ser um sintoma da saudade instantânea, que bate logo nos cinco primeiros segundos após um tchau. Aí eu fico ali, vagando, feito uma alma penada, mas não sou irresponsável, então direi que uma alma feliz. Mas fato é que acordei hoje bem cedo, como de costume, e agora estou aqui pensando em formas de ter sua companhia, pois o tempo é relativo e pra mim ele está passando bem devagar.
Eu sou adulto, então posso amar. Essa frase me estranha um pouco, pois crianças são jovens de mais para esses sentimentos, mas eu me lembrei que não sou mais criança, minha mãe já me passa cerveja sem questionar e o meu pai me oferece vinho naturalmente. Que eu vou em lugares loucos? É verdade. Eu penso tanta coisa, que no final tenho a impressão de que não pensei em nada. Mas, no fim das contas, meus pensamentos sempre retornam a você. Uma vez eu estava sozinho e comecei a pensar se isso era só por algumas miligramas de um hormônio aleatório ou se temos uma alma que causa isso tudo. Não sei se me satisfaz a ideia de ser algo estritamente biológico, mas me conforta o fato  de os outros animais serem quase que somente instintivos e o fato de nossas vidas terem se cruzado algumas vezes, talvez seja só por que o mundo é pequeno, mas talvez haja algo oculto que somos incapazes de saber, uma trilha já traçada, quem sabe? Mas enquanto nossas luzes não se encontram de novo, vou ficando por aqui observando essa tempo passar, ora pensando em coisas nada a ver, ora pensando em você. 



25 junho 2016

Sangue, ferro e outras coisas


Me senti lançado à superfície de uma lagoa. Bati algumas vezes e finalmente mergulhei. Mergulhei de uma maneira tão intensa que a pressão só foi me jogando pra mais fundo, não sei se consigo voltar. Na verdade, não quero. Quero poder estar mergulhado nesse sentimento infinitamente. Acho engraçado que tudo me faz lembrar, quer dizer, quase qualquer coisa. Eu tava andando por um caminho aí e vi um tronco cortado, ele tinha formato de coração. Sabe, as melhores pedras pra bater na lagoa são aquelas achatadas, que ocupam quase que só um plano. Que bom que não me foi devolvida, quero poder ficar submerso nesse rio indefinidamente . Quero poder me lembrar de você atemporal e incessantemente, não importa quantas vezes forem necessárias, só pra que eu me sinta perto de você.

É fato que minha razão se desconecta e que os meus sentidos não funcionam como antes, mas tudo de você me desconfigura, me faz caminhar à sua frequência. Seu cheiro, seu rosto, sua boca, suas manias, sua voz, tudo, tudo isso se injeta em meu sangue e faz minha cabeça virar de uma maneira tão louca. Eu me sinto uma pessoa boba, como naqueles filmes bobos de amor. Posso até me envergonhar um pouco, mas gosto tanto do que estou sentindo que só vou fingir que não conheço mais ninguém. Não ligo, só isso,  

19 junho 2016

Tempo


No decorrer de nossas histórias, vamos tentando adicionar em nossas essências as coisas mais especiais. Como nunca antes, a minha essência está sendo inexplicavelmente preenchida. Acho que cada lágrima minha é um cristal, os mais escuros eu coloco no fundo da gaveta e os claros e translúcidos, coloco bem a frente, na prateleira. Os abraços de uma abelha e um zangão coloco no meu coração. Estava pensando no presente perfeito e acho que não tenho jeito pra essas coisas, acabei perguntando, pra algumas coisas não tenho tanta criatividade assim... Fiquei um pouco surpreso, mas satisfeito. Cores são realmente incríveis, queria ser um semi deus, assim poderia pegar um arco-íris, colocar em um pote de vidro e te dar, abelha, mas como não sou, já me desculpo, caso eu não consiga pensar em algo tão legal e impressionante a tempo. Estou pensando no seu rosto nesse momento e estou colocando mais cristais claros na minha prateleira. Pensei, zangão, devido às suas preferências, em me dar de presente pra você, mas já acho que fiz isso já há algum tempo, aos poucos, sem perceber, e aí fico cercado de todos os lados, pois acho que essa é a maior coisa com a qual posso presentear alguém, então não sei mais o que fazer. Enfim, aí fico perdido nesse domingo qualquer, que não é tão qualquer assim, pois estou escrevendo pra vocês, ainda continuo achando importante dizer o quanto gosto de voar com vocês por aí, por Terabithia, pelos campos, pelas multidões ou qualquer lugar. Enfim, prometam que jamais dirão tchau pra mim, pois ainda acho que uma vida é tempo suficiente pra conseguir descobrir o presente perfeito.

16 junho 2016

Respiração


Acho que meus pulmões exalam poesia e só estou deixando fluir. Quanto mais eu penso sobre isso, mais inexplicável fica, menos grafável se torna. E ao pensar no calor desse abraço, começo a perceber que não caibo mais dentro de mim e que também não é a primeira vez que me sinto assim. Estou dormindo pois se não meu corpo definha, mas esse tempo vem se encurtando, pois me atraso ao pensar em você e me adianto em pensar em você. Espero que isso soe como um sopro quente em seus ouvidos. Talvez eu seja mesmo complacente, mas não me importo, acho que gosto de tudo em você, então não acho que eu seja muito capaz de discutir isso de maneira racional. Notei que reparo os mais simples detalhes e que fico arrepiado com cada aspecto, mesmo que eu veja infinitas vezes, o contorno de sua mão sempre me será algo novo e encantador. É o que eu chamaria de hipnose fatal. Uma vez ouvi dizer que quanto mais se fala de alguém que gosta, mais intenso o sentimento fica. Acho que tenho ficado viciado em lembrar de você e acho que por isso estou ficando cada vez mais vidrado. Decidi que não preciso esconder meus sentimentos, vou demonstrar tudo o que tem pra ser demonstrado. Acho que essa sensação de talvez reciprocidade me encoraja a expressar. Ultimamente tenho andando meio bipolar, às vezes acho que preciso só da minha cabeça para te desenhar, mas às vezes me sinto completamente aflito por não conseguir falar mais com você, essa segunda situação é a responsável por fazer com que cada orquestra pareça sempre a primeira de todas.
Algumas palavras parecem que irão ecoar eternamente em minha cabeça e, céus, como isso é excêntrico, na verdade me sinto como se eu fosse um estrangeiro em outro mundo. Viver uma sensação nunca antes vivida, o sentimento de entrega total. Talvez eu não seja mesmo um anjo, mas estou quase me convencendo que posso voar, ou ao menos flutuar quando seguro minha respiração - um sonho que tive - é assim que sinto. E foi assim.

14 junho 2016

Ventos Ocidentais


Parece que o frio decidiu avançar e os ventos decidiram prosperar. Ontem aprendi o que era muzak, achei bastante conveniente, pois ontem mesmo pude assistir a uma orquestra de ninfas bem de perto. Pude saber algumas coisas que eu diria que compõem verdadeiramente doces sonhos. Um retrato imaginário do toque de duas almas e um sentimento de eterna união de dois corpos. Acho que pra mim, as coisas são muito intensas, uma simples brisa ressoa meus batimentos cardíacos e eu me deixo levar, como se fosse um pequeno grão de leão. Repetitivo ou não, não me canso de dizer o quanto isso me faz sentir infinito. O tempo que se estende por dimensões. Ali eu estava e ali eu queria estar eternamente, não diria que até o fim dos tempos. Profano ou não, já desacredito nessa teoria de arrebatamento. Definitivamente, algo tão belo não pode queimar, tal como costumam dizer. O fato é que estou cada vez mais perdido, estou cada vez mais enlouquecido. Parece paradoxal falar de insustentável leveza, mas é o que é, e estou experimentando disso agora. Meu coração parece uma pena prestes a se soltar e voar incontrolavelmente para algum lugar. 
É como se eu estivesse em uma bolha de sabão que está subindo, bem alto, quero que essa bolha seja de diamante, suba e não se estoure. Eu estava pensando em como tento me equilibrar nos paralelepípedos dos caminhos que passo, como se fosse uma criança louca, hiperativa. Continuo me equilibrando, ou desequilibrando, mas a normal é quase nula dessa vez. Mal sinto meus pés pressionando o concreto.
Há algumas prazeres na vida que são inexplicáveis, como o de olhar uma rocha com uma lupa, bem de perto, e observar os mínimos detalhes, se impressionar com cada milímetro e conseguir distinguir os minerais que a compõem. No final, o clímax, um suspiro e um arrepio profundo, como eu gosto disso. Pois é, as rochas possuem cores, texturas e até sabores e cada uma é um momento diferente, uma sensação diferente, um pensamento diferente. Gostar assim, é engraçado. Em um certo momento, é como se eu estivesse buscando algo que jamais encontraria, mas já havia encontrado. A clivagem de um cristal, um cheiro.
Cada vez que fecho meus olhos, em minha cabeça vêm os versos mais lindos que percorrem feições encantadoras da forma mais impressionante. Minha boca só consegue proferir suspiros que se interpretados, serão lembrados como a lira das liras.
No fim, decidi que valia a pena. Talvez se eu não ousasse enfrentar essa corda bamba, ficaria pra sempre no outro lado do precipício. A não ser que haja um vendaval, não há por que eu me desequilibrar. Tal leveza me assusta um pouco e o paradoxo da insustentabilidade se encontra aí. É um sentimento tão suave, mas ao mesmo tempo violento, que chegou gritando olá, e eu respondi olá. E isso significou que eu não mais me pertencia, que eu não era mais meu. 

12 junho 2016

Pessoas


Eu nunca imaginaria que viver fosse tão estranho. Eu estou em uma festa e aí não consigo me manter mais de pé. Meu coração bate o suficiente só para que eu não morra de desoxigenação, com muito esforço. Eu estava andando a pé em uma estrada, descalço. À medida que fui andando, meus pés começaram a sangrar, pois não percebi que estava naquela estrada de rosas havia espinhos. Começou a doer tanto, que meu corpo começou a inibir a dor automaticamente, só sentia meus pés pulsando, eu estava completamente apático. Sabia que havia algo errado, mas era como se não houvesse.
Definitivamente, eu sou um imbecil. Estou por horas esperando um beep no meu celular. Não por isso, mas por não entender o porquê de a leveza durar somente por alguns momentos e o peso insistir em ficar. Estou novamente depresso. Acho que essa dor irritante em minha cabeça é completamente psicológica, estou sem nenhuma vontade de fazer alguma coisa. Quero ficar trancado no meu quarto escuro e ficar petrificado, sem sentir nada e depois acordar bem. Não se desculpe, acho que quem deve ser desculpar sou eu, por ser tão burro, por ser tão sensível, por ser tão eu. Outro dia entrei em desespero por não ter alguém para poder conversar, na verdade havia, mas eu precisava de falar sobre algo que eu não sabia o que era. E aí, no outro, foi aquela loucura toda. 

06 junho 2016

Questões


Eu meio que estou me sentindo como um ponto preto num arco-íris. "No jardim da minha avó havia borboletas de todas as cores, azuis, brancas, verdes e rosas, mas de todas, eu amava mais as amarelas, pois elas são as mais belas" (só quis lembrar da minha infância, já que estou falando de cores). Quente. Acho que meu calor está voltando por eu estar tão escuro, Estou tentando conseguir me misturar às cores, tornar-me branco de tão colorido. Mergulhar nessa infinidade de variáveis. Isso às vezes parece estar fora de mão, na verdade, ultimamente tem tudo parecido mais difícil. Acho que eu que tenho estado a dificultar as coisas. Queria voltar a ser aquela criança que fazia coisas erradas que não afetavam o mundo e nem a minha vida de maneira tão negativa. Teve aquela vez que subi em cima do vaso pra tentar pegar o papel na janela. Obviamente, a Terra, muito ciumenta, me puxou pra baixo. Chorei tanto. Ou a vez que desci a escada da minha tia rolando e fiquei parecendo um touro com um chifre em cada lado da testa. Também chorei. Acho que esses choros passados eram sempre por dores inusitadas ou por medos irrisórios, como bicho papão ou homem do saco. Agora parece tudo pior, acho que não vou conseguir colocar gelo no galo da minha razão. Os choros recentes têm sido estranhos. É como se eu imaginasse uma pancada bem forte, e de repente lá está ele, insiste em me enforcar. Mas não sei, acho que me sinto assim por vergonha mesmo. Talvez seja assim a forma de começar me pintar e ser como um quadro de Monet, cheio de cores e refletindo a vida. Van Gogh também são lindos, mas acho que não preciso de mais loucura em meus contextos. Já bastam os que me arranjei. "Você está bem?". Aí eu paro pra pensar, bem, acho que estou. Quer dizer, estou. Aí vem um ponto final e depois vejo o que mais vou falar. 

05 junho 2016

Cachoeira


 Se eu não melhorar, que eu morra.
  Se eu não melhorar, que eu morra.
   Se eu não melhorar, que eu morra.
    Se eu não melhorar, que eu morra.
     Se eu não melhorar, que eu morra.
      Se eu não melhorar, que eu morra.    
       Se eu não melhorar, que eu morra.
        Se eu não melhorar, que eu morra.
         Se eu não melhorar, que eu morra.
          Se eu não melhorar, que eu morra.
           Se eu não melhorar, que eu morra.
            Se eu não melhorar, que eu morra.
             Se eu não melhorar, que eu morra.
              Se eu não melhorar, que eu morra.
               Se eu não melhorar, que eu morra.
                Se eu não melhorar, que eu morra.
                 Se eu não melhorar, que eu morra.    
                  Se eu não melhorar, que eu morra.
                   Se eu não melhorar, que eu morra.
                    Se eu não melhorar, que eu morra.
                     Se eu não melhorar, que eu morra.
                      Se eu não melhorar, que eu morra.
seeunãomelhorar