.:Matheus com H│Blog: Textos
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24 maio 2012

Meu diário de viagem – Oeste dos EUA

Quero agradecer aos 100 Seguidores. Creio que seja uma grande conquista, a primeira conquista verdadeira dos blogueiros. 3000 visualizações! Isso é satisfatório. Obrigado a todos!

Alguém aí já foi para fora do Brasil? (ou já saiu do país natal?) Creio que é um sonho que a grande maioria das pessoas tem. Eu já fui aos Estados Unidos. Não precisei de avião, navio, carro ou qualquer coisa que me faça ir daqui pra lá e de lá pra cá. Precisei somente de duas coisas: Um enciclopédia com imagens e minha imaginação.

Um dia escrevi um diário de viagem, na verdade um relato de viagem. Contando como foi quando fui aos EUA. Se me perguntarem se já saí do Brasil, posso sim dizer que fui aos EUA. A imaginação é uma realidade que ainda não foi comprovada! Por tanto imagine, sonhe, queira... Você pode ter tudo em suas mãos!

Eu lhes trouxe meu relato escrito, quando se lê é como  se eu realmente já estivesse estado lá. Talvez eu estive... Ficou bem pequeno mesmo.

Meu diário de viagem – Oeste dos EUA


05 de janeiro de 2007

Acabo de pousar no estado do Arizona, mais ou menos perto do Grand Canyon. Aqueles longos e lindos 430 quilômetros de extensão são pura arte, e pensar que hoje ele tem 1500 metros de profundidade. Mas é claro que tive que andar algumas horas até ele. Eu não fui até o fundo, na verdade nem na metade do Grand Canyon, demora um dia até o fundo. Não tive a chance de conhecer a ponte Rainbow Brigde, só a vi em fotos. Mas preciso ir para a Califórnia, meu objetivo está longe daqui...

Não sei que dia de janeiro de 2007

Foi tanto tempo de lá até aqui em Los Angeles, que nem sei que dia é hoje. Mas quem diria? Estou aqui e, assim que acordei, pude ver a placa “HOLLYWOOD”, mas também ela é enorme. Enorme também é a sequoia General Sherman. Nem acredito que passei dentro dela! E vou para 600 quilômetros mais longe...

Outro dia que não sei de janeiro de 2007



Vou ser ligeiro, diário. Passei pela ponte Golden Gate e vi a prisão de Alcatraz de longe. Inventei um trecho:


“De madeira ele é
Sem motor também
E lá fui eu
No bonde me senti nas nuvens”

Não dá pra ir ao Oeste dos EUA e não ouvir falar dos linces, tatus, lagartos e cobras, por sorte só ouvi falar deles...
Cultura que eu me lembre, só os filmes e surfistas.
O bonde e Golden Gate já eram sonhos, mas quando fui ao Oeste dos EUA aproveitei desde as pedras até a placa “HOLYWOOD”.

PS: Clique em "Leia Mais" para pegar uns backgrounds que deixei pra vocês...

30 abril 2012

Quando a Lua vem pela manhã


"Prefiro pensar que quando o amor não é correspondido por alguém, quer dizer que esse alguém não é o amor da sua vida!"

Às vezes, quando olho para a Lua, vejo neblina em volta. Talvez essa neblina impeça o nosso encontro. Meu com a Lua. É como se não pudéssemos nos beijar. Eu falo com a Lua. Por que aquela neblina está ali?
Há dias em que a Lua vem me ver pela manhã. Sentiu saudades. Sinto que ela acordou pensando no quanto a vida é importante e no quanto é importante amar.
Mas há dias em que a Lua nem aparece. Esses dias são os mais deprimentes. Sinto-me sem amor, sem ninguém para amar. A noite fica sombria, temerosa, demoníaca...
Se foram os dias em que a Lua era rica, trazia-me de presente um arco íris ao seu redor. Era suspeito.
Hoje tenho medo da Lua. Ela está escondida, fechada. Sei que está ali, pois seu brilho é inevitável. Mas uma nuvem invejosa a cobre.
Sei que amanhã ela virá pela manhã...
Os melhores dias são quando a Lua está bem lá em cima, no meio do céu. À luz de velas. Nossa vela é o sol. Costumam dizer que o sol é amante da Lua, mas não sabem que o sol é simplesmente seu pai. Está sempre com ela nos dias felizes e nos dias difíceis. Ou noites.
Eu sou seu amante!
Jamais vi a Lua a dormir. Os prédios não me deixam. São cruéis e arrogantes o tempo todo. Destroem e roubam. Mas não passam de mal amados!
Quando a Lua está carente, ela fica comigo até que seu pai a dê seu império. Transformando-o em noite.
Estou feliz. Amanhã ela virá pela manhã...

Espero que tenham gostado do texto, como sempre espero...
PS: Fiz um Twitter para o blog, quem quiser seguir, sinta-se à vontade.
Para entrar em contato pelo Twitter também vale. 
Novo email do blog: mentesvelhas@ymail.com

20 abril 2012

Bicha Muié, ô bicha que mata!


Trouxe um texto um tanto característico. Quando se lê, isso se torna perceptível! É uma redação que fiz ano passado e minha professora amou. Foi o que ela escreveu ao final. Acho que ela amou pois sou muito chato com regras de português, gosto muito delas e, nesse texto, fi-las correr, mesmo que com muito sacrifício. Ou, talvez, o texto realmente tenha ficado bom, espero opinião de vocês. Enfim, espero que gostem!

 Bicha Muié, ô bicha que mata!

Lá no Morro da Babilônia, bem no meio. Eu era lindo, zói azul, lorim, lorim. Mas menina nenhuma me achava gostoso, mas homem achava, aqueles homens, sabe? No Morro da Babilônia era cheio, bem no meio do Morro. Esses meninos que gostavam de meninos me puseram o nome de gostoso, João Gostoso, meu nome já era João. O apelido pego.
O tempo passava, eu crescia. Me faltava vergonha na cara. Todo dia na porta lá de casa, no número... Não sei dizer, na verdade não tinha número. Alguém chegava:
-Gostosinho, João Gostoso! Você fez isso? Fez aquilo? Blá, blá, blá – era um blá, blá, blá empestiado – ninguém merece, hômi, vai trabaiá.
No meio da feira, era trabaio pra lá, trabaio pra cá, eu carregava coisa pra lá e pra cá. Sete hora da noite – cabô o serviço.
Nem sei onde queu tava, era um tal de “Butequim dia 20 de Novembro”. Nossa! Êita que bicha boa. Nóis bebeu, cantô e nóis dançô. Essa gostosa virô duas por causa da pinga. EM pé? Naquela hora? Eu nem sabia o que era isso. Só sei que aquela lindona me beijô eu e pulou da ponte ao Rio Rodrigo de Freitas. Fui atrás. Blug, blug! Help eu! Pronto!
Pronto, nunca mais vou ter sede. Bebi tanta pinga e tanta água que morri afogado. E pior, a lindona nem existia.
Bicha Muié mata em alucinação!


PS: Um coisa importante a se saber, não existe linguagem certa ou errada, existe linguagem adequada a cada situação.




30 março 2012

Janelas


Esses são trechos poéticos que escrevi no começo do ano passado. São para reflexão...
Embora meio abstratos, achei que ficaram bons.
A janela

A janela, aquela mesma janela de onde eu vi tudo, mas o que é tudo?
Tudo, onde encontro tudo? Não sei. talvez tudo seja a vida, mas o que é vida? Vida é o que vejo daquela janela. Da janela vejo felicidades, intrigas e tristezas.

Eu sou uma janela

Mas que droga minha vida! Só uma janela? ninguém quer ser só uma janela. Sou só um encosto. Ser janela é ser encosto. Ser encosto para amante, para vaso de flor e até ser encosto para covardes que xingam gente da rua. Só uma janela? Ninguém conversa comigo, bem pelo contrário, eles conversam de mim.

22 março 2012

Avistando o futuro

 

De todo sentimento que já senti
De todos as vezes que chorei
De todas as vezes que sorri
Do todas as vistas que já vi
De tudo aquilo que experimentei
Há uma coisa, com que me impressionei

O futuro

O futuro é algo imprevisível, 
Quando menos o esperamos,
Ele já é presente
Quando mais o queremos
Falta ser passado

O futuro é uma controvérsia
A qual se muda pelos pensamentos
E faz mudar nossos sentimentos

O futuro é futuro 
Não se pode  saber 
O que está por vir
O que virá a acontecer

Quando se espera bem,
Pode-se vir mal
Quando se espera mal,
Pode-se vir bem
Ou pode-se vir do jeito
Que pensam aqueles
Que cabeça têm

Avistando o futuro
Não se pode saber 
O que está pra acontecer

Semeando presente
No futuro haverá
Aquilo que se tem em mente.

01 março 2012

Ódio e Vingança

O texto de hoje é uma poesia visual, como diz o título, essa poesia fala um pouco sobre ódio e vingança.


Ódio e Vingança


O
ódio
é quente.
O ódio ali-
menta. Coi-
sa que não se
ostenta. É para
si        mesmo.
A      vingança
você    comerá
quando         o
prato    esfriar.
Quer   que      a
pessoa     sofra?
Mate-a com a lâmina e
deixe-a    sangrando até
que morra.   Todo aque-
le    que entra
no    seu   ca-
minho, mate.
Se  achar que
precisa     de
ajuda,   peça.
Mas lembre-se:
Vingança é coisa
SUA

(imagem da poesia escrita, minha foto)



20 fevereiro 2012

A gente andava bem distante


A gente andava bem distante
Era bem matinal
Com o coração, a esperança
De chegar antes do Natal
Este, a gente esperava um ano
Até que chegasse
Tem sentido de bem longe
Assim como quando
A gente andava bem distante

Mamãezinha dizia que bizinha dizia
Que para tudo e todo mundo há de ter
Sua primeira hora
Pois bem, de fato, tal fato aconteceu
Eis que tive minha primeira hora
A gente andava bem distante

Antes de brincar de esconde-esconde,
Ficar apertadinha e depois voar pra longe
Mamãezinha me salvava.
Eu brincava “cons” meninos
E voltava molhadinha, molhadinha
Mamãezinha me enxugava
“Esse suco salgado antes de lhe molhar
era ouro”

Abria minha boquinha e me jogava ouro

A gente andava bem distante
Na volta, na tardinha
O “antes ouro” me molhava
Mamãezinha já havia voado
Só me restava fazer, o fiz

Abri a minha boquinha e me joguei  ouro

“Menina, não faz isso, não!
Que isso é ouro no sertão”

Pus-me a chorar
Vovozinha me chamou a atenção.

A gente andava bem distante

Louco, doido


Para ler outro texto referente à loucura clique HERE
Louco, doido

Chamam-me de louco, doido.
Talvez eu seja,
Mas não entendo.
Talvez a razão seja o fato de gostar de trancar-me no quarto
Quando há bagunça.

Chamam-me de louco, doido.
Acordo com o cabelo anormal.
Os meus amigos, quase irmãos,
Tornam-se uma espécie de amantes.

As modelos mais lindas
São as negras carecas.
Às vezes na chuva encharco-me todo.

Durante provas divirto-me rindo de mim mesmo.
Sou fanático em português

Minha voz caiu devido à idade,
Todavia tal fato natural
Não me impede de cantar ópera
Como soprano

Desafio as leis naturais,
Faço o que ninguém faz.
Ando no chão, sei soprar bolhas de sabão,
Sinto dor e mais...
Não é incrível?

Talvez eu seja louco, doido.
Apenas por que encontro beleza em todos

Choro pelos normais,
Não passam de insignificantes!


Mãe e filho




Esse texto é uma crônica que escrevi relatando um diálogo entre um filho e uma mãe. É bem simples, mas eu gostei.

Mãe e filho

A mãe acaba de chegar em casa, se arruma e vai para a cozinha preparar o jantar. O filho que estava está assistindo televisão na sala de estar se levanta e dirigi-se à cozinha. Observa o que faz a mãe e pergunta:
-Mãe, o que você está fazendo?
-Nada. - responde naturalmente.
-Hein, mãe, o que você está fazendo?
-Nada.
-Mãe, por favor, me diz o que você está fazendo - o garoto falta chorar.
-Nada, já disse.

Com cara de insatisfação ele se dirige a sala, olha rapidamente a televisão e volta para a cozinha novamente. Observa a mãe. Esta pergunta:
-Filho, já começou o jornal das 18 horas?
-Nada, -com cara de deboche - não passei pela sala. 
-Entendo...

Após uma pausa na conversa a mãe diz:
-Filho, vai adiantando o suco pra me ajudar com o jantar.
-O quê?
-Faz o suco!
- Por favor, mãe, o que você está fazendo? -diz em tom de zombaria.
-Água!
-Ai, ai. -indo para sala para zombar mais ainda da mãe.
-Vai fazer o suco, ou não?
-Mas é o quê? Comida?
-É. -diz da forma mais cuspida do mundo.
-Ah tá, entendi agora. Não sei se o jornal começou, mas acabou o limão!


Do muro

O texto que vocês leram a seguir na verdade é uma música que eu escrevi, não sou muito bom nisso. Enfim, ela não tem um tempo definido, se vocês repararem vão ver que no começo é um tempo presente e em outra parte fala do que de uma coisa que acontecia. Mas não ficou confusa.
Por ser uma letra minha não há quem toque ou cante, logo abaixo a melodia, quem está cantando sem acompanhamento sou eu. Vamos ver no que dá! Espero que gostem:

Do muro


Do muro da minha casa
Vejo gente passando,
Vejo gente me olhando,
Vejo gente sorrindo,
Vejo gente chorando,
Vejo gente gritando.

Vejo gente gorda,
Vejo gente branca,
Vejo gente negra,
Vejo gente magra.

Vejo gente mal,
Só não vejo gente com cara de "down",
Por que ali naquele lugar não tem cara de "down".
Por que ali não lugar não tem gente igual.

Agora na minha casa não tem muro, tem muralha
E não estou em condições de ver gente passando,

De ver gente me olhando,
De ver gente sorrindo,
De ver gente chorando,
De ver gente gritando,
De ver gente latindo,
De ver se batendo,
De ver gente se amando.

Naquela época eu era feliz e não sabia.
Naquela época eu era feliz e não sabia. 
É bem ruim quando e gente era feliz e não sabia.

De ver gente passando,

De ver gente me olhando,
De ver gente sorrindo,
De ver gente chorando,
De ver gente gritando.




Na imagem do vídeo um quadro que eu pintei.

Caso queiram ver pelo You Tube usem esse LINK. Só é possível usando esse link por que o vídeo é exclusivo do blog!



Espero que tenham gostado da música por que da voz é impossível





Um monólogo, O quadrado de três lados, “Desabafo para a consciência”

Esse é um monólogo que escrevi mostra um pouco de até onde pode chegar a loucura. Um homem que tenta provar que um quadrado é um triângulo. Interessante, não? Li para os meus professores de teatro e eles acharam a ideia bem legal, espero que vocês também achem! O título é imensamente um pouco grande.


Um monólogo, O quadrado de três lados, “Desabafo para a consciência” 


(Com uma forma de um quadrado de papelão na mão)

(Mostra o objeto) Que vê aqui? O que? O que vê aqui? (Pergunta desesperado)

(Começa a tremer) (Cai de joelhos) (Dá um rápido choro) (Levantando) Eu vejo um triângulo. Mas quando pergunta para os outros, (Com a mão direita acerta a parte direita do rosto) dizem que isto tem quatro lados.

(Com a cabeça abaixada chora) (Cai na gargalhada exagerada, o choro vira uma gargalhada) E daí? Se estou dizendo que esta figura tem três lados, é porque tem! Eu vejo três lados.               

Mas quando pergunto para as pessoas, para quem é “gente”, elas dizem: (Com a mão esquerda acerta a parte esquerda do rosto) “Nesta figura há simplesmente quatro lados!”

(Cai no chão e começa a se contorcer, tremer e gritar) (Começa a gargalhar novamente, é possível perceber o medo em sua expressão enquanto gargalha) (Para) Loucura! (Grita) Não acredito em você! Pare de deixar as pessoas loucas assim, elas não veem três lados nessa figura, mas sim quatro.

(Fere o próprio rosto) (Mostra o sangue para todos os lados) (Esse choro se torna um riso, este nasceu da graça, ele parece achar graça do próprio sangue) (Para de rir)


O belo e o feio estão nos olhos de quem vê. Nesse caso os outros veem quatro lados e eu três. Se realmente esta figura não possui três lados, no futuro ela possuirá! Sendo assim, estendo minhas mãos para esta figura, cuja tem três lados e não quatro e enfrentarei a humanidade. (Sai de “mãos dadas” com a figura)

A criação do Olhar

O texto que vocês lerão é minúsculo se chama "A criação do Olhar". É uma descrição de uma cena de horror. Um homem faz reviver sua, mulher que amou com todas as forças quando estava viva, mas após ela ser revivida muita coisa mudou. No final do conto deixei uma espécie de reticências para vocês imaginarem o que acontece depois...
Esse texto foi inspirado na obra da escritora Mary Shelley, famosa por escrever o famoso Frankenstein:

A criação do olhar
Giovanna ainda bel a depois de morta, sua feições perfeitas. Faltava apenas eu arrancar-lhe os olhos. Toca o sino, o par de olhos vermelhos e brilhantes foi entregue diretamente pelas mãos ásperas de satanás. OS olhos foram colocados devidamente no lugar certo.
Quase me esqueço de falar que o coração veio do peito da desgraça em pessoa. Acâmara de revitalização já estava sem ar. Giovanna se levantou. Em um piscar de olhos eu não a reconhecia.
Seu cabelo era o mesmo, castanho e cacheado como sempre foi. Ela segurava ainda a aliança em suas mãos, fora isso, já não era mais a mesma. Seu coração desgraçado podia ser visto, estava desprotegido e sem nada que o tampasse. Seus dentes podres e negros emitiam um mau-hálito horroroso. Suas mãos e pés possuíam apenas pele, ossos e unhas grandes e verdes.
Era possível ver cada veia de seu corpo, a mulher era pálida como a neve. Possuía vestimentas fétidas e rasgadas. Sua genitália e seus seios estavam a minha vista.
Os olhos se abriram. A última coisa que vi foi um par de olhos grandes e vermelhos.
Estou aqui, agora porque fiz um pacto satânico:
Se eu conseguisse realizar a minha criação, poderia morrer sete vezes.


Segundo dia – quinta-feira, 13, outubro de 2011, Brasília

É o seguinte: Esse texto escrevi quando fui em Brasília/DF, ele descreve um lugar chamado Ceilândia. Uma zona que possui condições precárias de infraestrutura, educação, lazer e entre outros que deveriam ser garantia de cada pessoa/cidadão. Nunca pensei em colocar esse texto aqui, mas já que veio a ideia...
No final há um pensamento em relação à Santa Paula Frassinnetti. Mulher especial, que sua vinda à terra foi o motivo de muitas conquistas minhas!
Ao meu ver esse texto é uma página de diário descritiva, espero que gostem:



Segundo dia – quinta-feira, 13, outubro de 2011

Francamente, para mim, o dia começou a ser especial após a minha chegada em Ceilândia.
Conversamos com pessoas simples, estas moravam em um terreiro  onde no mesmo se encontravam outras famílias.
Muitas famílias não atendiam, outras não escutavam, algumas quando escutavam estavam ocupadas, se não nos aceitavam em conversa, às vezes nos convidavam para entrar.
Moças jovens que têm de dois a três filhos, pessoas com muita história para contar, e se fossemos ouvir todas, uma eternidade não bastaria.
Crianças graciosas, todavia carentes de afetividade. Tudo era motivo de brincadeira para elas. Belas de todas as formas, cabelos loiros e encaracolados. Pele corada pelo sol e cabelos negros e lisos. Olhos verdes, marcantes e inesquecíveis. A alegria das graciosas era minha, nossa alegria.
Senhoras vividas e marcadas pelo tempo, contavam suas histórias, tristes ou felizes.
Nosso maior dever era fazer aquelas pessoas se sentirem bem, especiais.

“CONFESSO-LHES QUE NÃO SABIA O QUE PAULA VIA NAS PESSOAS. TODAVIA DEPOIS DE HOJE SEI QUE NA VERDADE AS PESSOAS VIAM EM PAULA. ELA AS FAZIA FELIZES”

Cartasarah

Subi o mais longe possível.
Das mangas que flamejam,
Observava, capturei
Veio a luz,
Cartasarah estava desenhada
Com luz.

Suas penas negras e brancas
Gentis me faziam cócegas

Em um único desenho
Aparentava sorrir,
Olhava pra mim.
Era como que, por algum motivo,
Acenava com os olhos.
Cartasarah bela
Voava, voava, voava.




Preto e Branco



Se o mundo fosse preto e branco
Seria lindo, seria feio!
Nele haveria ódio,
Assim como as pessoas se abraçariam.

Cairiam-se as pontes, 
Choveria rosas!
Se o mundo fosse preto e branco
Eu morreria e viveria.
Você esfaquearia e doaria.

Crianças descalças
Correndo na chuva
Roubando os "pede moleque!"
Dando aos pobres

Todas emboinadas e lindas.
Gritando, coisa de criança.
Sorrindo, dançando felizes.

Afinal, criança!
Afinal, o que seria o mundo em preto e branco?
Não sei, realmente eu não sei!
Mas quem sabe?