.:Matheus com H│Blog: Poemas
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30 março 2012

Janelas


Esses são trechos poéticos que escrevi no começo do ano passado. São para reflexão...
Embora meio abstratos, achei que ficaram bons.
A janela

A janela, aquela mesma janela de onde eu vi tudo, mas o que é tudo?
Tudo, onde encontro tudo? Não sei. talvez tudo seja a vida, mas o que é vida? Vida é o que vejo daquela janela. Da janela vejo felicidades, intrigas e tristezas.

Eu sou uma janela

Mas que droga minha vida! Só uma janela? ninguém quer ser só uma janela. Sou só um encosto. Ser janela é ser encosto. Ser encosto para amante, para vaso de flor e até ser encosto para covardes que xingam gente da rua. Só uma janela? Ninguém conversa comigo, bem pelo contrário, eles conversam de mim.

22 março 2012

Avistando o futuro

 

De todo sentimento que já senti
De todos as vezes que chorei
De todas as vezes que sorri
Do todas as vistas que já vi
De tudo aquilo que experimentei
Há uma coisa, com que me impressionei

O futuro

O futuro é algo imprevisível, 
Quando menos o esperamos,
Ele já é presente
Quando mais o queremos
Falta ser passado

O futuro é uma controvérsia
A qual se muda pelos pensamentos
E faz mudar nossos sentimentos

O futuro é futuro 
Não se pode  saber 
O que está por vir
O que virá a acontecer

Quando se espera bem,
Pode-se vir mal
Quando se espera mal,
Pode-se vir bem
Ou pode-se vir do jeito
Que pensam aqueles
Que cabeça têm

Avistando o futuro
Não se pode saber 
O que está pra acontecer

Semeando presente
No futuro haverá
Aquilo que se tem em mente.

01 março 2012

Ódio e Vingança

O texto de hoje é uma poesia visual, como diz o título, essa poesia fala um pouco sobre ódio e vingança.


Ódio e Vingança


O
ódio
é quente.
O ódio ali-
menta. Coi-
sa que não se
ostenta. É para
si        mesmo.
A      vingança
você    comerá
quando         o
prato    esfriar.
Quer   que      a
pessoa     sofra?
Mate-a com a lâmina e
deixe-a    sangrando até
que morra.   Todo aque-
le    que entra
no    seu   ca-
minho, mate.
Se  achar que
precisa     de
ajuda,   peça.
Mas lembre-se:
Vingança é coisa
SUA

(imagem da poesia escrita, minha foto)



20 fevereiro 2012

A gente andava bem distante


A gente andava bem distante
Era bem matinal
Com o coração, a esperança
De chegar antes do Natal
Este, a gente esperava um ano
Até que chegasse
Tem sentido de bem longe
Assim como quando
A gente andava bem distante

Mamãezinha dizia que bizinha dizia
Que para tudo e todo mundo há de ter
Sua primeira hora
Pois bem, de fato, tal fato aconteceu
Eis que tive minha primeira hora
A gente andava bem distante

Antes de brincar de esconde-esconde,
Ficar apertadinha e depois voar pra longe
Mamãezinha me salvava.
Eu brincava “cons” meninos
E voltava molhadinha, molhadinha
Mamãezinha me enxugava
“Esse suco salgado antes de lhe molhar
era ouro”

Abria minha boquinha e me jogava ouro

A gente andava bem distante
Na volta, na tardinha
O “antes ouro” me molhava
Mamãezinha já havia voado
Só me restava fazer, o fiz

Abri a minha boquinha e me joguei  ouro

“Menina, não faz isso, não!
Que isso é ouro no sertão”

Pus-me a chorar
Vovozinha me chamou a atenção.

A gente andava bem distante

Louco, doido


Para ler outro texto referente à loucura clique HERE
Louco, doido

Chamam-me de louco, doido.
Talvez eu seja,
Mas não entendo.
Talvez a razão seja o fato de gostar de trancar-me no quarto
Quando há bagunça.

Chamam-me de louco, doido.
Acordo com o cabelo anormal.
Os meus amigos, quase irmãos,
Tornam-se uma espécie de amantes.

As modelos mais lindas
São as negras carecas.
Às vezes na chuva encharco-me todo.

Durante provas divirto-me rindo de mim mesmo.
Sou fanático em português

Minha voz caiu devido à idade,
Todavia tal fato natural
Não me impede de cantar ópera
Como soprano

Desafio as leis naturais,
Faço o que ninguém faz.
Ando no chão, sei soprar bolhas de sabão,
Sinto dor e mais...
Não é incrível?

Talvez eu seja louco, doido.
Apenas por que encontro beleza em todos

Choro pelos normais,
Não passam de insignificantes!


Do muro

O texto que vocês leram a seguir na verdade é uma música que eu escrevi, não sou muito bom nisso. Enfim, ela não tem um tempo definido, se vocês repararem vão ver que no começo é um tempo presente e em outra parte fala do que de uma coisa que acontecia. Mas não ficou confusa.
Por ser uma letra minha não há quem toque ou cante, logo abaixo a melodia, quem está cantando sem acompanhamento sou eu. Vamos ver no que dá! Espero que gostem:

Do muro


Do muro da minha casa
Vejo gente passando,
Vejo gente me olhando,
Vejo gente sorrindo,
Vejo gente chorando,
Vejo gente gritando.

Vejo gente gorda,
Vejo gente branca,
Vejo gente negra,
Vejo gente magra.

Vejo gente mal,
Só não vejo gente com cara de "down",
Por que ali naquele lugar não tem cara de "down".
Por que ali não lugar não tem gente igual.

Agora na minha casa não tem muro, tem muralha
E não estou em condições de ver gente passando,

De ver gente me olhando,
De ver gente sorrindo,
De ver gente chorando,
De ver gente gritando,
De ver gente latindo,
De ver se batendo,
De ver gente se amando.

Naquela época eu era feliz e não sabia.
Naquela época eu era feliz e não sabia. 
É bem ruim quando e gente era feliz e não sabia.

De ver gente passando,

De ver gente me olhando,
De ver gente sorrindo,
De ver gente chorando,
De ver gente gritando.




Na imagem do vídeo um quadro que eu pintei.

Caso queiram ver pelo You Tube usem esse LINK. Só é possível usando esse link por que o vídeo é exclusivo do blog!



Espero que tenham gostado da música por que da voz é impossível





Cartasarah

Subi o mais longe possível.
Das mangas que flamejam,
Observava, capturei
Veio a luz,
Cartasarah estava desenhada
Com luz.

Suas penas negras e brancas
Gentis me faziam cócegas

Em um único desenho
Aparentava sorrir,
Olhava pra mim.
Era como que, por algum motivo,
Acenava com os olhos.
Cartasarah bela
Voava, voava, voava.




Preto e Branco



Se o mundo fosse preto e branco
Seria lindo, seria feio!
Nele haveria ódio,
Assim como as pessoas se abraçariam.

Cairiam-se as pontes, 
Choveria rosas!
Se o mundo fosse preto e branco
Eu morreria e viveria.
Você esfaquearia e doaria.

Crianças descalças
Correndo na chuva
Roubando os "pede moleque!"
Dando aos pobres

Todas emboinadas e lindas.
Gritando, coisa de criança.
Sorrindo, dançando felizes.

Afinal, criança!
Afinal, o que seria o mundo em preto e branco?
Não sei, realmente eu não sei!
Mas quem sabe?